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05.04.2021

Hipotireoidismo x Hipertireoidismo

A tireoide é uma glândula localizada entre o pomo de adão e a base do pescoço, fundamental para garantir o equilíbrio e a harmonia do organismo, uma vez que age na função de órgãos importantes como o coração, cérebro, fígado e rins. Ela é capaz de interferir também no desenvolvimento das crianças e adolescentes, na memória e na concentração, e ainda no controle emocional.

Tudo isso é possível pois a tireoide utiliza o iodo para produzir hormônios vitais, como a tiroxina (T4) e a triiodotironina (T3), que são responsáveis pelo nosso metabolismo basal e regulados por um mecanismo de autocontrole que envolve o cérebro. Assim, os distúrbios de tireoide são condições que influenciam nesses processos, afetando a estrutura ou função da glândula.

E esses são mais frequentes do que imaginamos, pois segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 15% da população brasileira sofre de problemas na glândula. Por isso, vamos abordar dois dos principais distúrbios, que apesar de possuírem nomes parecidos, são diferentes em vários aspectos!

O hipotireoidismo é caracterizado pela baixa ou nenhuma produção de hormônios e, entre suas causas, estão a falta ou excesso de iodo na dieta e também a Tireoidite de Hashimoto, uma doença autoimune, na qual o organismo fabrica anticorpos contra as células da tireoide. Os sintomas podem incluir: pele seca e unhas quebradiças, prisão de ventre, diminuição do apetite, cansaço, sonolência ou reflexos mais vagarosos, depressão e alterações menstruais.

Já no caso de hipertireoidismo, quando há uma produção excessiva de hormônios, as causas podem ser a Doença de Graves, doença hereditária caracterizada pela presença de um anticorpo no sangue que estimula a produção excessiva dos hormônios tireoidianos, ou então o bócio com nódulos que produzem hormônios tireoidianos. Entre os sintomas estão: insônia, perda de peso, olhos saltados, intolerância ao calor, sudorese abundante, nervosismo e irritação, tremores, taquicardia e hiperativação do metabolismo.

Em ambos os casos, o diagnóstico é simples e pode ser feito através da dosagem do hormônio TSH, produzido pela hipófise, e dos hormônios T3 e T4, produzidos pela tireoide. Sendo que níveis de TSH elevados e baixos níveis de hormônio caracterizam o hipotireoidismo e, quando o contrário acontece, o hipertireoidismo.

Ainda que o tratamento dependa da avaliação das causas da doença, geralmente, o paciente com hipotireoidismo precisa repor os hormônios tiroxina que deixaram de ser fabricados. Enquanto que no hipertireoidismo, o tratamento pode incluir medicamentos, iodo radioativo e cirurgia.

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