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26.10.2020

É seguro vacinar as crianças?

Quem tem filho sabe como é doloroso vê-lo chorando, mais ainda quando são crianças. Por isso, quando chega a hora de cumprir com o calendário de vacinação, muitos pais sentem um aperto no coração e alguns até mesmo consideram se devem mesmo causar esse “mal” aos pequenos.

Os número refletem o peso dessa decisão, pois a imunização caiu, pelo menos, 14 pontos percentuais no Brasil, desde 2010. A falsa segurança de que não é preciso mais nos protegermos contra enfermidades, até então, controladas e erradicadas, leva à notificação de novos casos. A exemplo disso temos o sarampo, pois, em 2019, o Brasil perdeu o certificado de país livre da doença que havia ganho em 2016.

E ainda, desde o começo da pandemia, as campanhas estão, cada vez menos, alcançando os resultados esperados. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as medidas de prevenção à COVID-19 afetaram o sistema de vacinação em 68 países, deixando cerca de 80 milhões de crianças menores de um ano expostas e correndo riscos.

A desinformação faz muitos acreditarem que, devido à situação pela qual estamos passando, talvez esse não seja o melhor momento para vacinar os pequenos. Isso acontece porque as pessoas não sabem como funciona a imunização e, além disso, não é incomum ouvirmos histórias de alguém que teve os sintomas da doença logo após receber a vacina contra ela.

Essa ocorrência é apenas em alguns casos e as reações adversas são leves e de curta duração. Para entendermos melhor, tenha em mente que o objetivo delas é estimular o nosso sistema imunológico a produzir anticorpos, esses que combatem doenças infecciosas, e que, para isso, é necessário que ele entre em contato com o germe.

Dessa forma, as vacinas são substâncias constituídas por agentes patogênicos, como os vírus ou as bactérias. Ainda, há diferentes tipos de imunização, podendo a vacina ser, entre as opções, viva atenuada, quando o germe está vivo, porém enfraquecido o suficiente para não causar sintomas relevantes.

Por esse motivo, não são todas as pessoas que podem recebê-las, pois correm o risco de desenvolverem a doença devido à fatores externos, como a deficiência no sistema imune. Assim, ao tomarmos as vacinas, estamos protegendo toda à população, evitando o risco de contágio.

Agora que você já sabe que elas são seguras, que tal aproveitar para conferir se a carteira de vacinação das crianças – e a sua – estão em dia?

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