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21.09.2020

Depressão ou tristeza?

A depressão, considerada o mal do século pela Organização Mundial da Saúde (OMS), é muitas vezes confundida com a tristeza, mas precisamos entender e aprender a diferenciá-las. Acreditar que elas são a mesma coisa é prejudicial, principalmente, para quem sofre com a doença, pois seu sofrimento é ignorado, de forma que a pessoa precisa superá-la sozinha.

 

O que é a depressão?

Tecnicamente, ficamos deprimidos quando o corpo para de produzir neurotransmissores, como a serotonina e a noradrenalina, pois essas são substâncias responsáveis por transmitir os sentimentos de alegria e bem-estar. Por isso, um dos sintomas é a perda de interesse em atividades que traziam prazer e/ou baixa autoestima.

Outros sintomas comuns da depressão são a irritabilidade, mudanças no sono ou insônia, pensamentos suicidas, perda da libido, dores físicas e angústias, além de muito cansaço.

 

Depressão não é tristeza ou luto

Rompimentos são difíceis de lidar, seja a morte de um ente querido ou o fim de um relacionamento, por isso é normal nos sentirmos tristes. O processo de luto é único para cada indivíduo e possui características semelhantes à depressão, entretanto é preciso lembrar que são diferentes e, portanto, não devem ser tratadas iguais.

Durante o luto, os sentimentos dolorosos vêm em ondas e, muitas vezes, acompanhados de memórias positivas que envolvam o falecido. Além disso, sua duração não passa de dias ou algumas semanas. No caso da doença, as reações aos eventos são extremas e as sensações podem durar por muito mais tempo, mesmo que as condições externas se modifiquem.

Entretanto, é possível sim que o luto cause depressão grave, bem como elas podem coexistir – quando isso acontece, o sentimento pela perda é mais grave e pode durar por mais tempo.

 

Como é o tratamento?

A depressão tem cura e quanto mais cedo o tratamento for iniciado, mais eficaz ele será. Além dos medicamentos, que devem ser prescritos por médicos, os quais nunca se deve interromper de maneira súbita e sem acompanhamento, a psicoterapia também é indicada. É importante que o paciente não desista do tratamento, que pode levar alguns meses e ter efeitos colaterais. Nessa hora, o apoio da família e dos amigos é fundamental.

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