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18.08.2021

Como prevenir lesão por esforço repetitivo

Conhecida popularmente pela sua sigla (LER), esse é um termo utilizado para descrever os danos e as dores causados por movimentos repetitivos e uso excessivo. E ainda, embora essa seja uma condição frequente — segundo um estudo do Ministério da Saúde de 2018, os casos aumentaram em 184% em dez anos entre os trabalhadores brasileiros — , poucas pessoas entendem as suas implicações e sabem como se prevenir.

Pensando nisso, reunimos as principais informações que você precisa saber sobre o assunto, a começar pelo fato de que essa não é uma doença propriamente dita, mas sim um termo que abrange as doenças que acometem o sistema músculo esquelético ligamentar, devido a uma sobrecarga mecânica. Algumas delas são:

  • Tendinite;
  • Epicondilite lateral;
  • Bursite;
  • Síndrome do túnel do carpo;
  • Dedo em gatilho.

Em função disso, os sintomas podem variar de um caso para outro, mas geralmente incluem dor localizada, dormência, formigamento nas extremidades, sensação de choque ou agulhadas, perda da sensibilidade, fraqueza para segurar objetos e inchaço local.

Além disso, diferente do que pensa o senso comum, esses distúrbios não necessariamente estão relacionados à atividade laborativa. Inclusive, é por esse motivo que foi criado o termo DORT (Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho), que designa lesões em que há correlação do quadro clínico com o trabalho desempenhado pelo paciente.

Sendo assim, a LER pode atingir qualquer pessoa que execute determinado movimento repetidamente, como por exemplo: digitar no computador, usar o celular, jogar videogame, limpar a casa, escrever na lousa e fazer atividades manuais, como tricô e crochê.

Quanto ao tratamento, ele pode variar de acordo com a origem e a natureza dos sintomas, podendo incluir medidas terapêuticas, como a correção e adaptação do ambiente de trabalho, repouso da região afetada, uso de anti-inflamatórios e corticoide, imobilização com o uso de órteses e até mesmo sessões de fisioterapia. 

Mas, ainda que seja possível restaurar a qualidade de vida e o bem-estar do paciente, o melhor caminho é sempre a prevenção, que depende tanto das medidas adotadas pelas empresas quanto das nossas ações individuais. Por isso, as recomendações são:

  • Ao trabalhar sentado, mantenha as costas eretas, bem apoiadas no encosto da cadeira, e utilize apoios ergonômicos para a utilização do computador;
  • A cada 60 minutos, procure levantar e fazer pequenas caminhadas. Uma boa prática também é realizar os exercícios propostos pela ginástica laboral;
  • Caso você execute movimentos repetitivos, faça pausas de 5 minutos a cada 25 minutos e realize alongamentos;
  • Intercale o uso de eletrônicos, como celular e videogame, com outras atividades.

E ainda, é importante que você saiba respeitar os seus próprios limites, tanto do corpo quanto da mente! Por isso, caso você apresente alguns dos sintomas citados anteriormente por mais de duas semanas, procure a ajuda de um especialista e agende uma consulta com um médico reumatologista ou ortopedista, para que o seu caso possa ser investigado.

 

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