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07.06.2021

Como a menopausa impacta a vida das mulheres

Assim como a primeira, a última menstruação é tão importante quanto na vida de uma mulher, pois marca o fim de um ciclo — ou, nesse caso, de vários. Entretanto, esse assunto ainda é considerado um tabu, de forma que poucas pessoas vão atrás de informação, apesar dessa ser uma questão sobre a saúde feminina, pela qual todas as mulheres vão, inevitavelmente, passar. Por isso, a melhor forma de estar preparada, é entender sobre as mudanças que acontecem durante esse período, que diferente do que muitos pensam, não é chamado de menopausa.

Isso mesmo! O termo correto, usado para designar a fase de transição do período reprodutivo para o não reprodutivo, é climatério, que começa próximo aos 40 anos de idade. A menopausa, na verdade, é a data em que ocorre a interrupção natural da menstruação, pois os hormônios femininos, estrogênio e progesterona, já não são mais produzidos pelos ovários. Vale ressaltar que a diminuição das funções ovarianas faz com que os ciclos menstruais se tornem irregulares, por isso é comum que a menstruação falhe antes da menopausa acontecer, em média, entre os 48 e 51 anos.

Além disso, todo esse processo pode ser dividido em três estágios, sendo a pré-menopausa o primeiro. Essa é a fase do climatério, quando o corpo da mulher se prepara para não ser mais fértil, e é assintomática. Já na perimenopausa, que termina quando se completa um ano sem menstruação, é comum que os primeiros sintomas apareçam. Por fim, temos a pós-menopausa, que dura até o final da vida, mas requer atenção especial durante o período inicial e, mais frequentemente, na fase tardia.

E, para ser capaz de reconhecer a perimenopausa, é preciso estar atenta aos sintomas, que vão além do calor que muitas mulheres relatam, chamado de fogacho. São eles:

  • Coceira e secura vaginal;
  • Redução da libido;
  • Diminuição do tamanho dos seios;
  • Sudorese noturna;
  • Mudanças de humor;
  • Pele seca e cabelos mais finos;
  • Dores de cabeça.

Entretanto, vale ressaltar que existem também sintomas menos frequentes, que variam a cada caso e conforme a fase do climatério. Entre eles estão os calafrios, falhas de memória, fadiga, incontinência urinária e até mesmo o aparecimento de espinhas.

Se você perceber algum dos sinais citados anteriormente, e estiver dentro da idade de risco, é essencial procurar ajuda médica. Além do diagnóstico, que geralmente é clínico, um ginecologista será capaz de indicar o tratamento adequado, a fim de controlar os sintomas, caso esses sejam muito incômodos e prejudiquem a sua qualidade de vida.

Entre as opções está a terapia de reposição hormonal, que também funciona como proteção contra a osteoporose. No entanto, existem contraindicações e riscos, que devem ser levados em consideração. Mas, para as mulheres que não podem ou escolheram não fazer esse tratamento, existem outros caminhos, como os medicamentos não-hormonais, a acupuntura e a adequação da dieta.

Entretanto, é preciso estar ciente que esses tratamentos apenas aliviam os sintomas, de forma que as mudanças que vêm acompanhadas da menopausa irão ocorrer da mesma forma, como a infertilidade, o risco de diabetes, de osteoporose, de ansiedade e de depressão. Além disso, algumas mulheres costumam se queixar do ganho de peso, que na verdade está relacionado à queda no gasto energético em decorrência da idade, e por isso pode ser prevenido com uma alimentação balanceada e a prática de exercícios físicos.

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