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16.09.2020

Como lidar com a ansiedade

A ansiedade, de modo geral, é um sentimento que nos causa nervosismo, medo e preocupação, e é comum (e até mesmo saudável), pois é uma reação natural do corpo para nos ajudar em novos desafios e situações de perigo. Entretanto, há um limite e, quando ela começa a atrapalhar a rotina, pode ser a hora de procurar ajuda.

Em 2018, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 23,9% dos brasileiros sofriam com algum transtorno de ansiedade, o que colocava o país no topo do ranking com a maior taxa. Apesar de não sabermos ao certo a sua causa, há alguns fatores que podem influenciar o desenvolvimento desse distúrbio. São eles:

 

– Genética (histórico de transtorno de ansiedade na família);

– Traumas passados ou problemas na infância;

– Doenças físicas (como problemas cardíacos e respiratórios);

– Abuso de drogas, álcool ou medicação.

 

Diferente do medo e da ansiedade adaptativos, os transtornos são excessivos e persistentes. Por isso, como outras doenças, apresentam sintomas aos quais devemos estar atentos, muitos deles físicos, como a respiração ofegante e a falta de ar, sensação de tremor e agitação das pernas e braços, enjoos, vômitos, irritabilidade, enxaquecas e insônia.

Aprender a lidar com a ansiedade é voltar a ter qualidade de vida, por isso a psicoterapia pode ajudar, uma vez que é uma relação baseada em diálogo, em que paciente e psicólogo trabalharão juntos para identificar e mudar padrões de pensamento e comportamento. É importante de você entenda que dentro da psicologia existem diferentes abordagens e nem todas elas podem te agradar, por isso, se você não se sentir confortável com o seu terapeuta, procure por outro até que se sinta à vontade.

As crises de pânico são crises marcantes de ansiedade, caracterizadas por episódios inesperados de medo, insegurança e desespero. Os sintomas são semelhantes aos de um infarto: taquicardia, dores no peito, formigamento (nas mãos, pés ou rosto), sudorese, náusea, respiração acelerada e tontura. Se você for ajudar alguém que se encontra no meio de um ataque, evite qualquer atitude abrupta, pois essa poderá piorar o episódio. Por isso, não segure a pessoa, não empurre um copo d’água e não a conduza para outro local a força.

Nesse momento, você precisa se mostrar calmo e inspirar tranquilidade. O ideal é fazer perguntas gentis, em tom suave e pausado, mostrando-se solícito.

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